sábado, 7 de agosto de 2010

A Terceira fase.



Este é o último post dedicado a falar de passado.

Hoje, eu vivo a terceira fase da minha vida.

Quem me conhece sabe que eu sempre disse, que minha vida era dividida em duas fases. A primeira fase era minha infância real. Eu realmente não tinha problemas. Era uma pessoa completamente feliz e mimada. A segunda fase me obrigou a amadurecer prematuramente. Com a morte do meu pai (eu fazia meus 12 anos), o mundo pra mim já não era o mesmo, e eu me adaptei a esse meu novo mundo escuro e quieto. Virei uma menina séria de poucos amigos. As pessoas tinham receio de se aproximar de mim pois ficavam com medo de levar foras, porque eu era a Morgana sempre fechada, séria. Mas ao contrário do que eu pensava eu ainda não era totalmente madura. Só não era mais criança. 

Existe uma diferença entre você crescer e amadurecer. Quando você cresce, sua visão muda, seu comportamento muda, você se torna uma pessoa. Você não é mais aquela garota bobinha que se preocupa em arranjar alguém pra dar as mãos e chamar de "amor". Você acha isso patético por que você sabe que há coisas mais intensas. Mas quando você amadurece de fato, você entende e releva essas coisas patéticas, por que afinal, são patéticas, dispensáveis e estranhamente divertidas. Aprende a dar valor ao que realmente importa. 

Eu estou em minha terceira fase. A internet não é mais necessária pra mim. Eu não preciso mais dela para me relacionar e "viver". Não sou mais dependente. Não me meto mais em picuinhas de gente que ainda não tirou as fraldas, de gente que quer brincar. Hoje eu estou tão, mas tão feliz, que não quero carregar nada do meu passado comigo. Nem mágoas, nem pessoas (apesar de algumas delas cismarem em ainda estar na minha vida, sem sucesso), nem tristezas, nem nada. Porque o meu nível de "estar bem" é tão grande, mas tão grande, que parece que nada aconteceu. Parece que foi tudo uma brincadeira e nada mais pode atingir a pessoa que agora eu sou. Eu estou feliz e instintivamente quero ver as outras pessoas bem também. Mas realmente bem. 

Hoje eu aprendi que devo agradecer algumas coisas ruins que aconteceram, porque sem elas, eu não estaria melhor que tanta gente que pensava estar tão bem, divertindo-se com minhas dores.
Dores? Que dores?
Hoje levo meu pai no meu coração, sempre. 
Hoje eu penso realmente no futuro, em mim. 
Hoje eu tenho amigos de verdade, hoje eu tenho amor de verdade. Infelizmente algumas pessoas vão demorar pra saberem realmente o que significa isso, e quando acontecer isso, vão pronunciar essa palavra com mais paixão, mais sentimento, mais alma, e vão sentí-las realmente. Eu tenho fé nas pessoas.

Hoje eu me livrei de tanta coisa que me prendia, e mais do que nunca sei o que é liberdade ao mesmo tempo que estou do lado de uma pessoa linda e maravilhosa. Trocamos calor. Trocamos amor. E dele ninguém me tira, pode continuar tentando... 

Hoje eu quero estar bem com as pessoas, mesmo com tanta gente querendo brigar comigo, rs. 
Hoje eu vou tentar realmente me redimir, apenas com as coisas erradas que eu fiz. Não quero mágoas, não quero desavenças, quero mostrar pra todo mundo o quanto eu estou feliz. E isso nós fazemos perdoando. 

... E eu pensando que havia perdido algo. Se antes eu era tão revoltada, a culpa não era de ninguém mas do tempo que demorou pra essa pessoa tão especial chegar em minha vida.

"Faça-os se perguntarem o por que você ainda consegue sorrir.

"Você tem 5 minutos para se entregar a tristeza profunda: curta-a, abrace-a, descarte-a e prossiga"


Branquelo, te amo. ;)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O porto seguro.

Eu queria começar o meu post com uma foto que eu acho linda, pelo significado que ela passa a mim. É uma imagem simples, qualquer pessoa pode ter uma dessas em seu cotidiano, mas esta em particular significa muito pra mim. O que há demais nessa imagem, Morgana, além da cara de maluco do seu namorado e a fofa da irmã dele? Antes de mais nada entendam que eu vou passar a falar muito do Daniel daqui, por que ele é meu super-herói. E o fato de eu estar com ele, é como se eu estivesse nascendo de novo, embarcando num novo mundo, o que me faz agir como uma criança recém nascida, e dar importância a cada pequeno fato que eu observo e vivencio. 




O Daniel e a irmã dele, tem algo, uma energia tão positiva, que, só de você estar perto deles você já se sente bem. Ao menos é o que acontece comigo. Eu ainda sou um pouco tímida quanto a ela, mas ela é como se fosse a versão masculina de Daniel, que é meu motivo de tanta felicidade. Toda vez que eu olho pra essa imagem, meu coração bate um pouquinho mais forte. Talvez por eu não ter tido tanta positividade em minha vida antes, e estar experimentando isso agora com tanta facilidade e profundidade. Eu me pergunto, afinal, por que eu dificultava tanto as coisas? Por que ligava pra essas pessoas? Por que perdia meu tempo com mentiras? Por que tanta tensão, por que tanta falsidade, por que tanta sujeita, por que tanta crueldade, por que tanto fingimento, por que tanta conformidade? Por que tanta falsa rebeldia, por que tanta "falsa" tudo ? 


Estar com ele, sua família, sua rotina é tão agradável... talvez por minha rotina ter sido tão violenta tão amargurada. Estar em sua vida me é tão prazeroso. Talvez por ter estado na vida de anteriores e ter me passado como uma "intrometida" quando eu na verdade, não merecia isso. 


Estar nele me fez voltar à virgindade. A virgindade de espírito e de corpo. Talvez por eu ter me sentido tão corrompida durante tanto tempo. Estar não só nele, mas nessa... estranha energia que envolve-os (e eu sinto essas coisas), me faz estranhamente fazer as coisas certas, não evitando errar, mas não errando de fato. Eu nunca me senti assim, nem quando pensei que me sentiria melhor que isso. Porque na verdade, eu nunca me senti melhor que isso, pois, estou exatamente onde quero estar agora... O que eu tenho a fazer unicamente é agradecer por tudo que passei e por ter chegado até aqui. Porque eu estou melhor que vocês que julgavam estar tão bem.






Este blog é pessoal, não reclamem de mela cueca. >P 

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Insegurança exagerada.

Hoje eu vim falar de namoradas inseguras. Me deu uma puta vontade de desabafar em algum lugar e meu blog serve pra isso, certo? Então, hoje eu vim falar não só de namoradas inseguras, mas de garotas inseguras que necessitam incrivelmente de atenção para se sentirem... seguras. Cara eu só tenho uma certeza: eu estou CANSADA de namoradas de amigos ou ex amigos meus que me ODEIAM sem nem ao menos terem trocado uma porra de uma palavra comigo! Sério, elas conseguem fazer isso! Ainda existem pessoas que odeiam outras sem nunca terem falado com ela! E isso inexplicavelmente parece me perseguir! Há algumas exceções, é claro. Algumas meninas passaram a me conhecer e hoje em dia eu chamo de amigas. Mas na maioria dos casos, as namoradas inseguras fazem os meus amigos se afastarem de mim, espalham coisas que NÃO existiram, me fazem ter fama de "a piranha vilã destruidora de lares" (me desculpem, eu vou começar a me gabar por ter esse poder. Só alguém incrivelmente irresistível consegue destruir TANTOS lares), e a pessoa que você não deve andar. Fique de olho na Morgana, ela é perigosa. 

A minha sorte é que são nessas situações, é que se revelam os amigos de verdade. Alguns me defendem, pois me conhecem, sabem que eu não ia, por exemplo, tocar na casa de um cara que tem namorada, pra tentar roubar ele dela. (Obrigada Ivan) Na boa eu tenho minhas inseguranças, mas não sou uma namorada TÃO insegura. Por que a pessoa com quem eu durmo, me inspira confiança. A partir do momento que você tem o contrário, você tá ferrado, você tá destinado a arranjar problema com outras pessoas, quando na verdade é tudo culpa sua. 

Outra coisa que eu observo, são minas que querem FIELMENTE tretar de alguma maneira comigo. Algo em mim, sei lá, incomoda elas. Eu fico pensando se é coisa de outra vida ou se eu realmente tenho uma cara que espanta a simpatia das pessoas, mas de boa, eu acho até engraçado. Eu sou tretável. Algo que te atrai a competir comigo em alguma coisa e se eu tiver perto de ganhar alguma "coisa", você chora, se arrebenta, entra numa pseudo depressão até você conseguir receber novamente um pouco de atenção de alguma pessoa tão babaca quanto você. Essas meninas, geralmente tem um ar cínico, meigo, falsamente atraente, que escondem a criança baixa, suja e covarde que realmente são, movidas por caprichos que elas fazem questão de ressaltar, substituindo essa palavra por outra que pode arrasar qualquer relacionamento: AMOR.

Então de boa, eu quero que essas pessoas morram por banalizarem algo que já foi tão bonito.


PS: Daniel, obrigada por me fazer tão melhor e feliz comigo mesma. Amo você. 

terça-feira, 1 de junho de 2010

A Carta.


Meu amor,
resolvi te escrever outra carta, pois imagino o quão solitário está, no meio dessa guerra, sem braços reais para te confortar. Imagino que tudo o que você tem, é a sua mente e sua imaginação neste momento, e saiba que acontece o mesmo comigo. Não perca as esperanças, pois sei que irá voltar, e eu, estarei disposta a cuidar de tuas feridas tão profundas. Ontem fez frio, mas pude sentir seus braços me envolvendo mais uma vez, como você sempre fez, e então, adormeci profundamente. Tive sonhos desta vez. Foram três na mesma noite. O primeiro não me foi muito agradável. Eu sonhava que te perdia em meio à multidão, algo ou alguém tentava te arrancar de mim, e você parecia não resistir, mas não porque não queria, simplesmente por se deixar levar. Seu rosto estava apático e pálido, como a própria morte. Tentei acordar, mas então, veio o segundo sonho. Nele, você ainda estava sendo levado, mas desta vez, resistia, claramente querendo se libertar de falsos laços que te prendiam tão insistentemente. E desta vez, eu também corria até você.

Mas olhe, meu amor, então veio o terceiro sonho, o qual me fez despertar em lágrimas. Neste, não havia mais ninguém que pudesse te impedir de chegar até mim. Vocês os ignorava. Apesar das frustradas tentativas, você simplesmente deslizava sob as mãos dos terceiros, e ninguém sequer conseguia desviar seu olhar do meu. Quando me encontrou finalmente, tomou-me aos braços, acalentando meus cabelos e sussurrando: "Já era hora. Eu não suportava mais. Fique comigo agora, sim?" E nada nem ninguém ousava entrar em nosso caminho, não por não quererem mas simplesmente por não serem capazes. 

Eu espero que meu sonho te ajude e te dê forças, meu amor, pois eu te espero impacientemente, sempre acreditando, na promessa que me fez, pois você nunca deixou de cumpri-la. Nem agora. Obrigada por ainda me amar. Obrigada por jamais me negar. Nem agora.

Obrigada por tudo e volte logo.

Sua.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O amor e a guerra.

E voltemos... 

Estive pensando muito, ultimamente, sobre a existência do amor e sobre a intensidade da guerra. Cheguei a conclusão de que, amor e guerra são quase a mesma coisa, assim como Rogério Skylab escreveu: "cu e boca, é tudo a mesma coisa". Amor e guerra praticamente foram feitos um para o outro. O amor na verdade, é uma profunda,  infinita e prazerosa guerra. Se você é um babaca que acha que amor é feito de doces, corações, invernos juntinhos, mãos dadas e declarações toscas e insinceras, bom... como eu disse, você é um babaca. Há dois tipos de pessoa. A número um, e a número dois. A número um é o tipo de pessoa que procura "apenas um companheiro para compartilhar toda a vida" (e que pensa realmente que uma coisa dessas pode chegar perto de ser "amor") e a número dois é o tipo de pessoa que não procura. Simplesmente "acorda". Nasce de novo. É como embarcar em um novo mundo. E se tem algo que me irrita profundamente, é o tipo de pessoa número um. Pessoas número um, não são feitas, são calculadas. Elas calculam que, se acharem um determinado tipo de pessoa, serão felizes. Elas calculam que se uma pessoa está investindo nela, necessariamente é "amor". Calculam que tem de ser fracas, quando na verdade, o amor procura a força, a intensidade, a paixão.

Eu sou o tipo número dois, convicta. Acho que eu poderia ter até uma carteirinha que soaria bastante irônica: "Sou o tipo de pessoa número dois, e ainda assim, estou três passos a frente que as número um." 

Número um, eu estou três passos a frente de você. E se tem uma coisa que eu sou e que você definitivamente não é, é otimista. E o amor é positivo. Sempre. Eu tenho amor. Você tem... Sei lá, uma idéia. E eu lamento por isso, apesar de sentir raiva não da sua falsa concepção alimentada por uma atenção, mas por ainda existirem pessoas como você, tão estúpidas. 

Entendem por que amor e guerra são feitos um para o outro? Não? Bom, eu lamento também o tamanho do seu cérebro. 

sábado, 7 de março de 2009

Fala pra caralho.

Respirar não é só mais um ofício. Enquanto você caminha, aqueles outros que necessitam bem mais que você, até conseguem sorrir. Eles são os jogados, a bosta desprezada do mundo, os sem Deus. E ainda assim conseguem viver, da maneira deles.
Muitos de nós, aqui, em NOSSA realidade, nos queixamos de coisa a toa. Como eu já ouvi em uma música, "não agradecem ao sol". Não estão nem aí se estão respirando ou não, conseguem se comparar a um robô ou marionete, literalmente.

Controlados pelas modas ou pelo desejo de não se encaixar em nenhuma "moda". Uns são iguais sem querer, outros são por querer, outros querem ser diferentes mas acabam sendo iguais, inevitavelmente. Quase ninguém é o que é, e os que são, acabam sendo taxados de libertinos demais, ou hipócritas. Não é bem assim. Não é só por que eu sou humana que eu não posso apontar os erros dos humanos. Não é só por que eu não agradeço todo santo dia por ter um sol, que eu vou esquecer que ele está ali. Não é só por que eu zouo um esteriótipo, que eu vou acreditar nele. Na verdade pra mim, esteriótipos não existem. Zoação é zoação.

Eu fico puta de ver essas pessoas que já foram algo que hoje esculacham. Quer dizer, não é só por que você desencanou daquela coisa, é que você tenha que mandar um esculacho magnífico. Por que ninguém quase nunca consegue ser na sua ?

Enquanto isso, os "outros" estão passando fome. Aí você que vive falando que Che é um cara super legal, você que reclama do Mc Donalds dizendo que é o que mais estimula o capitalismo como se você mesmo não fosse um filho da puta consumista (isso é ridículo), você que adora discutir política com seus amigos que você julga ignorante pra dar uma de pseudo cult da vida. Você que fala que comunismo é uma parada que devia estar em nossa realidade, bla bla bla, você tá enchendo o papo aí e eles estão lá. Acho que o cara que realmente apóia essa parada toda de revolução e não sei o que, mundo utópico, deveria ser o primeiro a ir lá na puta que pariu ver as crianças morrendo. Por que o cara só fala, e só fala. E isso na realidade de hoje é fantasia.

Que tal um pouco de silêncio ?

domingo, 1 de março de 2009

Você sabe seu nome.

Não quero saber.
Se você tem o seu carro, se quer ser o cara.
Muito menos se você tem algum problema interno, que te faça automaticamente tentar diminuir os outros, a cada palavra.
Entenda isso, qualquer coisa que VOCÊ fale, não vai me entrar pelos ouvidos.
Tudo que passo, tudo que passei, você definitivamente não está em mim para pensar fraco demais.
Não é questão de viver, mas de aprender. As merdas que eu fiz, não faria de novo, mas não quero apagá-las de meu passado. Essa é a minha vida.
E se eu te disser que você é mimado demais ? Teus anos de vida não chegam nem perto da experiência que eu já ganhei.


Fantasias. Surreal. O mundo é rosa ? Nascemos de uma luzinha ? Vou ser punida se duvidar, você diz. E tenta sempre contrariar o que é mais provável. Já deu duas horas, rala peito, deixa a grana, cala a boca, e vai cambaleando, cambaleando. Você até fala sozinho. Chega em casa, se olha no espelho, e chora por estar sozinho. Ah, cara, eu sei que chora. Não é só pelo fato de você ser gordo, mas por ter uma facilidade intensa de afastar pessoas. Será que dá pra enfiar na cabeça que você não é o mais inteligente ? Dá pra chegar à conclusão que você não é o mais nobre ? Será ... será que dá pra você admitir uma derrota ? Você tem o poder de igualar-se às pessoas que ama, ou precisa MESMO estar acima ?


Amigo, quando você reconhecer sua humanidade imperfeita, terás meu respeito.
Até lá, boa sorte, falso campeão.


Sim, isso é destinado a uma única pessoa.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Café ?

Achei isso aqui jogado pelo meu pc.


Café

08:26am
Sinto o cheiro vizinho de café forte e amargo. Isso me atrai. É fraco, mas sinto profundamente, entrando por entre minhas narinas e despertando o desejo de não ter vivido essa noite. E ter apenas acordado para desfrutar um bom e quente café.
Mas que noite ?! Uma noite que terminara em dia, que terminara no constrangimento de vagar com roupas e expressões noturnas por entre velhinhos e pessoas bem colocadas socialmente que compravam seu jornal pela manhã.

Ebriamente eu vaguei, junto ao meu companheiro que nada de noção tinha, sobre seus singelos e destorcidos passos deselegantes.

sábado, 30 de agosto de 2008

O que faz as pessoas sentirem "fluidos" de outras ? Do que se trata afinal ? Por que alguém pode sentir fluidos de tristeza numa pessoa sendo que esta, disfarça muito bem ?


Eu tenho me questionado muito isso, ultimamente. Porque é uma coisa que está acontecendo com facilidade comigo. É como se alguma coisa me puxasse, ou avisasse do tipo "Olha, aquela pessoa ali não é legal", ou "Já essa aqui, tá triste mas disfarça muito bem, vê como ela sorri." Esses dias, uma menina da minha turma não me parecia muito bem. Sei lá, eu só olhei pra ela, vi ela conversando com outra pessoa e senti alguma coisa esquisita nela. Como se ela estivesse "aturando" a conversa e sua cabeça estava totalmente em outro plano. Virei pra ela na hora do intervalo e falei "Cara, o que você tem ?" Então, ela com um sorriso frouxo me respondeu. "Nada Morgana, tá maluca ? Só tô preocupada com o teste."


Ok né. Era o teste. Só que eu acreditaria se ela não fosse uma das poucas e boas alunas da sala, que nem se preocupa em estudar direito pq sempre tira um nove, ou oito. Uma semana depois, eu soube que ela tinha sido traída, um dia antes de eu perguntar aquilo pra ela. E ninguém, ninguém mesmo tinha percebido, ao contrário, ninguém perguntou nada, porque ela estava normal. Normal mesmo.


Houve outra situação, que eu vou só resumir pq quero postar logo.
Uma pessoa, para mim, estranha, começa a andar no mesmo círculo que eu. Tudo bem. Um dia eu a vejo, normalmente, como sempre... mas alguma coisa nela "tava devendo". UHauhauha falando assim é estranho mas é verdade. Eu comecei a não ir com a cara da pessoa. Ela sumiu, eu perguntei dela e disseram "Ah, ele tá com problema com drogas". O_O"
Quase que eu mando um "EU SABIA!" mas nada haver...


Enfim, eu sinto pessoas. Hahahaha.
Então um dia, passeando pelo youtube, me mandaram um vídeo de uma cantora de j-pop, a qual está num show e é a hora dela cantar a música que ela fez para o falecido irmão dela. Gente, juro, que só me faltou chorar da agonia da garota. ._.' Eu fiquei pasma com as coisas que ela faz no palco. Ela parece que entra em transe. E me atingiu mais pq teve uma coisa que ela fez em especial, que foi idêntico a um gesto meu, quando soube do falecimento de meu pai.
Enfim, vejam só, e comentem sobre ele. @_@

A música é linda aliás.

domingo, 29 de junho de 2008

Minha sina é a liberdade.

Será que é tão difícil para as outras pessoas entenderem isso ?
A pergunta é: elas vivem ?

sábado, 28 de junho de 2008

Meliante, vagabunda.

Já que ela não era mais aquela, ele agora vivia a libertinagem.
As noites ébrias e fumaça. Seios fartos e perfumes fortes.
O doce cheiro de sua amada havia ido embora e lhe restou apenas isto.

Como um andarilho noturno, viajava por entre os braços delas.
Que belas, mas onde está ela ? Jamais encontraria
mãos finas como aquelas.
E negava mas não escondia
Chorava, ria.

Os íntimos amigos que não acreditavam no coração existente naquele andarilho
gargalhavam em alta
ignorando o que mais lhe fazia falta.
Pobre dele. Não tinha mais verso. Não tinha mais pauta.
O resumo, era frustrar-se em desejar algo em sua profunda falta.

Sua doce virgem do perfume de jasmim
Não era mais virgem, e de seu silêncio, fez-se a dor, assim.
De sua dor fez-se a loucura
E tornou a vagar pelas ruas

Ela, uma meliante, esqueceu-se dos versos, do amor que vivia.
Dedicava sua vida agora, à pequenas aventuras, e suas mãos agora eram frias.
E o príncipe andarilho envelhecia
Não acreditava em sonhos, apenas em pequenas alegrias.
Adoecia.

Pois, culpa de uma qualquer
Mas uma qualquer que feriu
Com tanta frieza, quanto cuspiu
no túmulo daquele a quem traiu.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Novo layout

É isso aí pessoas, depois de um curto tempo com o último layout, resolvi fazer um por mim mesma. Eu andava procurando em sites de templates gratuitos, um que fosse mais a minha cara mas não achava. Todos eram bonitinhos fofinhos mas não me agradavam muito. Como eu disse ali no canto, o que eu mais gostei foi o primeiro.

Este aqui é baseado no filme Elizabethtown, um dos mais legais que eu já vi. Parece até que foi feito para mim, porque lembro de muitas épocas da minha vida com ele, além de ser muitíssimo parecido com minha forma de pensar sobre a vida. Que deve ser vivida o mais rapidamente possível, o mais profundamente possível, errando, chorando, rindo e sentindo a liberdade que muitos não sabem extrair dela. Alguns levam a mal minha idéia de "liberdade", mas eu sou muito feliz assim. ^^

Enfim, blablabla, esse post foi só pra inaugurar o novo layout que é simples mas que fiz com carinho. Não sou expert em html. U_U

sábado, 7 de junho de 2008

Meu xodó.


Hora de postaar :P

Hoje eu decidi escrever sobre minha calopsita. Meu mais novo xodó, meu passarinho, meu piriquito lindo. Falando assim, parece até macho mas ela é uma fêmea e muito temperamental. E ela tem me deixado muito feliz ultimamente. Muito amorosa. Quando minha mãe veio com idéia de comprar calopsita eu não me animei, porque bichinhos de penas não eram lá minha praia. Nunca gostei. Achava super feio aqueles passarinhos, com aqueles biquinhos estranhos e aqueles olhos arregalados que você não sabe para onde estão olhando. Mas não reclamei, porque por outro lado, eu amo animais sabe ? Acho um presentinho de Deus que muitos não reconhecem, assim como nós somos presentinhos para eles também.

Desde a morte da minha cadelinha (que eu não via a tempos, e ela ainda foi morrer :x) eu fiquei muito, muito triste mesmo. Ficava vendo fotos dela, chorava algumas vezes, lembrava da minha infância porque ela fez parte da minha infância quase toda. Ela deixou um vazio impreenchível, nunca nem ninguém seria a Drika novamente. A Calu até então era só um passarinho fofinho que minha mãe adorava dar carinho e meu irmão berrava para ter ela no ombro. Ela sempre tão quietinha, sempre tão anti-social, sempre tão irritadinha quando iam mecher com ela. Observando ela irritada quando meu irmão queria pegá-la, me lembrava eu mesma. Quieta, odeia grude e tem neurose de confiar muito (acho que até hoje ela não confia muito em ninguém e temos ela desde Janeiro.)

Resolvi me aproximar dela, aos pouquinhos, como eu gostaria que se aproximassem de mim. No início era aquela chatisse. Não dava confiança nem a pau. Mas aos poucos ela preferia meu ombro que o do Santhiago. Brincava com meus brincos, fazia merdinha na minha blusa mas tudo bem. Se sacodia para me irritar porque ela já sabe que eu não gosto de pena na minha cara, fazia carinho no meu pescoço, piava bem no meu ouvido. As vezes alto que doía, as vezes baixinho e tímido, fraquinho, rouquinho. Adoro quando ela pia assim. Então a primeira vez que ela dormiu no meu peito com o carinho que ela deixava eu fazer, eu fiquei toda boba. Era lindo, um bichinho, tão pequenininho, tão sensível, sabe que é frágil mas que resolveu te dar a confiança de deixar você, com suas mãos que podem torcer o pescocinho dela a qualquer hora, fazer carinho no mesmo. Não é lindo ?

Quando saio para estudar, ela ainda está dormindo, então quando eu chego, a primeira coisa que eu faço é implicar com ela, ninar ela, embalar ela na conchinha que eu faço com minhas mãos, que ela adora porque sempre dorme. A confiança é tanta agora, que ela chega a deitar no meu colo com aquela cabecinha sensível e frágil e dormir. E se parece tanto comigo ... aquela história do dono as vezes se identificar com a personalidade do bichinho é verdadeira. Acho que a Calu está aqui agora para me mostrar que eu posso ser feliz outra vez com outro bichinho. Que nunca ocupará o lugar da minha cadelinha, mas que está presente.

Então assim como ela aprendeu a confiar em mim, eu aprendi a confiar nela. E a calopsita que era para ser do meu irmão, resolveu me escolher como dona. <3¹²³

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Mesmisse não.

Descobri uma coisa interessante em mim. Quer dizer, não descobri, pois já sabia, mas reparei com mais atenção esses dias, que eu não me encaixo em grupo algum. Sou uma menina muito sociável, apesar de demorar para me socializar, pois muitas vezes sou tímida, ou simplesmente fico quieta quando não conheço ninguém. Eu nunca chego em ninguém, as pessoas que tem que vir até mim. Mas isso não é um capricho, ou um luxo meu. É simplesmente porque eu não levo jeito algum, eu não sei chegar em ninguém. Mas obviamente, não vou virar a cara se algum desconhecido ou desconhecida vierem falar comigo.

Reparei que não me prendo o suficiente em um determinado tipo de pessoa, a ponto de querer me fixar em apenas um grupo. É sempre do tipo "se eu não estou lá, então estou ali". A pessoa que quer mesmo ter uma amizade comigo, deverá entender que eu nunca estarei a disposição dela, na hora que ela bem entender, mas sim na hora que eu bem entender. E ela também deverá compreender que eu não tenho apenas um "grupinho" de amigos. Tenho muitos. Muitos MESMO. Todos, muito distintos entre si, mas todos pessoas muito interessantes e legais. É claro que tem uma ou outra pessoa desagradável mas as outras pessoas compensam, e muito. Eu posso dizer que eu conheço metade do meu bairro inteiro. E não importa o quão o Rio de Janeiro possa ser grande, eu garanto que tem ao menos 2 pessoas em cada bairro, cada município que eu conheço. As vezes conheço pessoas da forma mais doida que você possa imaginar. Conheci muitas por coincidências absurdas! Me espanto, juro.

Mas no final disso tudo, eu adoro não me prender a um grupo. Mais que isso, adoro a não procurar um grupo a quem me prender. Porque por mais que eu seja muito²³²³¹ quieta as vezes, eu amo conversar, conhecer novas idéias e novos gostos e até novas pessoas desagradáveis, mesmo que eu nunca mais fale com elas. Só não gosto de pessoas histéricas e que falam demais. Adoro quando chega o final de semana e umas 5 pessoas diferentes (que as vezes nem são conhecidas entre si) me ligam, me convidando para alguma social, ou festinha, ou baladinha, anyway. Tem gente que eu não vejo a anos e morro de saudade, mas por algum motivo eu não ligo. Já comentei isso aqui no blog. Não ligo por pura distração. Se alguém for me levar a mal por causa disso é porque não me conhece.


Esse post eu fiz para um amigo que pega muito no meu pé, porque não entende que eu não sou exclusiva. Espero que ele compreenda e não fique mais bravo comigo.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Letter
"Dear Sir, For twenty two years I have carried your picture in my wallet. I was only eighteen years old that day that we faced one another on that trail in Chu Lai, Vietnam. Why you did not take my life I'll never know...Forgive me for taking your life, I was reacting just the way I was trained..."

Resolution
Luttrell wrote this letter and left it at the Vietnam Veterans Memorial in Washington, D.C. along with the photograph he'd kept. In March 2000, Luttrell travelled to Vietnam to meet with the daughter of the man he met on the trail in Chu Lai.



Richard Luttrell

November, 18 1989.

http://www.pbs.org/wgbh/amex/warletters/letters/warletter_01.html



Uma das cartas de guerra que mais me comoveram.

sábado, 19 de abril de 2008

Velhos sonhos, novos sonhos.


Sou sonhadora, mas do tipo que é pé no chão. Que define algo como "impossível isso" ou não, mas que tem a certeza que é possível se eu mesma correr atrás. Ultimamente meus velhos sonhos estão se cruzando com meus novos sonhos. Todas as pessoas tem várias épocas, várias fases de sua vida. Eu por enquanto só tenho duas, o que para mim, já é muito, contando com a pouca idade que eu tenho. Poucas pessoas vivem na minha idade, eu vivo, e ainda tenho muito o que viver, muito mesmo. Meus sonhos da primeira fase que eu tive e meus novos sonhos estão cada vez se entrelaçando, como se um necessitasse de outro. Como se um completasse o outro, pois sem um, não tem dois. E eu tenho vários !

Sonhos de amor com a única pessoa que eu consegui amar de verdade, depois de tantos fingimentos. E a única pessoa que eu conseguiria odiar de verdade, nem que seja por um instante. Sonhos de infância e sonhos de minha imatura adolescência. Sonhos de ventos, de lugares novos, de músicas, de sentir arder dentro de mim a intensidade da minha vida, porque tudo, tudo mesmo que nós julgamos necessário na nossa vida, se transforma num nada, perto dos "nada" que nos fazem sentir mais vivos de verdade. Eu sinto meu coração todo dia bater mais forte, e não normalmente. Sinto que cada vez mais meus braços estarão abertos para toda onda que a vida me trouxer, e todas elas no final, serão boas, por mais desagradáveis que sejam. Porque afinal eu sou apaixonada por ela, e nada vai me fazer mudar de idéia, nunca mesmo. Minha vida é um oceano calmo. Minha vida é um oceano perante uma tempestade, e no final, minha vida será ainda um oceano de sensações, o qual sempre dará um caixote* violento em alguém, mas esse alguém saberá exatamente depois como surfar ali, se assim desejar ;x


Eu odeio suicidas.




* caixote aqui no Rio é quando a onda quebra bem na sua cara e você se ferra e se embola todo em meio ao mar. Mas é uma delícia a sensação depois. Algumas pessoas chamam de Jacaré :x

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Layout novo e idéias malucas.

Layout.
Gostei por que tem bem mais espaço que o outro, meu post não fica apertadinho. Por outro lado achei muito colorido. Eu queria algo bem psicod
élico mas não sei se consegui. Enfim, aceito sugestões e esse layout aqui é teste. Talvez eu mude para outro ou volte com o antigo, quem sabe.

Agora queria falar de algumas idéias doidas que eu ando tendo. Na verdade faz tempo, te
mpo mesmo que eu pensava em mochilar mundo a fora. Estamos na vida de passagem e eu acho que deveríamos fazer toda as coisas que gostamos, se assim possível, para não deixar faltar nadinha no final. Isso ajuda também na paz de espírito. Eu queria viajar para diversos lugares mas não quero ir de avião. Quero sair pegando carona ou, mais provavelmente ir de ônibus em ônibus. Quero ver a paisagem passando bem perto de mim, pela janela, e não ter a visão pertubada por um monte de nuvens. Se aventurar é o que há de bom na vida. Conhecer coisas novas, culturas novas, lugares exóticos, pessoas, fotos, músicas, noites e noites. Já tenho com quem ir, outros mochileiros, e provavelmente ficaríamos em albergues, que é bem melhor, na minha opinião que hotelzinho. Conheci um chamado albergue da juventude ( ultimamente tenho entrado muito em blogs sobre viajens e caronas ) que tem em toda parte do mundo - toda mesmo ! E é muito fácil se associar.

Segue alguns lugares que eu gostaria muito de visitar :

Terra Santa - Argentina ( aqui do lado pow ;x )



Chile ( neve e praias )




Espanha ..




ops .. ;x Espanha , Barcelona.



Caribe




Dentre outros lugarezinhos. Pretendo começar pela Argentina. Já estarei trabalhando novamente até o mês que vem, então, como diz minha prima "colecionarei dinheiros". No início do ano que vem, é certeza que eu vá para Argentina ou Chile. Também esqueci de citar o México, mas enfim :x
Postar rapidinho aqui, só porque senti vontade mesmo. Não tá bonitinho, mas queria compartilhar a idéia com vocês. Tô atrasada, bye x.x/

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Adiamento

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...

E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar...

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...

Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem...

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar...

Eu desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar

-

É amiguinhos ...


Meu post legalzinho, teve que ser adiado. =)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Sabe o que eu a-do-ro ?

Quando vem um idiota ou uma idiota, fazer menção de algo que eu já sei, e que pensava que eu não soubesse. Adooro quando alguém esconde algo que eu já sei. Adoro quando passa um tempo, e certas pessoas acham que eu não sei o que falaram, o que fizeram. Adoro me fazer de boba. Quer dizer, mesmo que eu não soubesse completamente ... eu já desconfiava mesmo. No fundo, minha prepotência estúpida, tem razão. Eu sempre sei do que acontece a minha volta. Não adianta nunca me esconder nada, eu tenho uma coisa, que eu sinto, eu desconfio. Nunca tenho certeza, mas SEMPRE desconfio. E minha intuição é a mais afiada de todas.

Adoro ver a estupidez do estúpido que acha que eu sou estúpida o suficiente para nao fazê-lo de estúpido mais ainda. No final, essas pessoas estúpidas não passam de pessoas burras que não tem a santa capacidade de conseguir esconder algo - se é que era essa a intenção -
Hahahaha eu lembro de um amigo. O nome dele é Rodrigo. Ele era tão "estúpido" quanto eu. Mentíamos porque não éramos perfeitos e nunca ligamos muito para o assunto "mentir é feio" por mais que isso valha muito para mim hoje em dia. E as pessoas que achavam que nos enganavam, eram as mais enganadas da estória. Eram ingênuas, posso dizer assim. Ingênuas de não saber um terço do que sabíamos, e falavamos. E vivíamos. Porque não tinha essa de príncipe, nem princesa. Não prestávamos, mas quem dizia isso, nunca conviveu conosco, para perceber que somos mais humanos do que parecemos. Humanidade à flor da pele. Se existisse um lema, esse seria o nosso. Não o tipo de humanidade de soliedariedade ou afim. Humanidade de pensarmos em nós mesmos, nas pessoas que nós gostamos de verdade, de fazermos o que gostamos, falar o que dava vontade, agir - erradamente ou não - como nos convinha, por mais consequências que isso pudesse nos trazer.

Em falar em mentira, os que não mentem nunca, são mentirosos.
Ao menos nossas máscaras não eram tão fáceis de serem descobertas. Não eram tão mesquinhas ...

No fim, eu amo me fazer de boba, só para achar graça disso tudo.

Obs : nem tentem entender esse post colequinhas.

terça-feira, 4 de março de 2008

Ataraxia. Filosofia ou doença ?

O conceito de Ataraxia, varia de como ela é vista ou vivenciada, através de uma linha crescente de tempo. Do grego ataraktos, - impertubado. Ausência total de preocupações e ansiedade. Nada é capaz de pertubar um indivíduo adepto ( ou afetado ) da chamada Ataraxia, ou, indiferença constante. A Ataraxia é muitas vezes considerada uma doença psicológica, quando vista de uma maneira negativa pela própria pessoa, ou dos que estão à sua volta. Um indivíduo parecer não se importar com um ano perdido no colégio, ou não se importar mesmo se foi pego fazendo alguma besteira, ou estar em uma situação difícil, ou se tem passagem pela polícia. Ou até coisas simples, como não se importar como anda, etc. A pessoa pode ser espancada por 875487 caras, e ela vai reagir com indiferença e deboche, de modo a reverter os quadros, e tomar o controle da situação, em termos. Ataraxia é ironia.


Por outro lado, a Ataraxia tem como precedente, uma forma de filosofia, ligada ao Ceticismo, Estoicismo e Epicurismo. Todas gregas. E esta forma exata de Filosofia, consistia em pregar a paz e a tranquilidade na vida dos homens, de modo que eles pudessem ser capazes, de, até, não temer a morte. A felicidade estava no modo pacífico e tranquilo de viver a vida, não se preocupando com coisas que poderiam lhe fazer temer a própria. Muitos estudiosos da mente humana, acreditam que a Ataraxia possa ser um tipo de "transtorno bipolar", só que o contrário. Em alguns momentos uma pessoa pode simplesmente ignorar algo de impacto que está ou estava acontecendo à sua volta, e ser indiferente e tranquilo. Mas há também quem diga, que a Ataraxia em excesso, é mesmo um tipo de doença psicológica, sem cura, que pode originar graves consequências, afinal, se seu pai morre e você não chora, isso é estranho.

Mas a moderação da Ataraxia, que pode ser levada como um método para alcançar a paz interior, diante de muitos problemas à fora, pode trazer grandes benefícios, para o próprio estado de espírito da pessoa.

O problema é que é a Ataraxia que decide se vai moderar em você ou não.
Você não escolhe se ela pode ser uma doença ou uma filosofia.
Ela simplesmente toma conta da sua mente, e você nunca vai saber se está sendo prejudicado ou não.

Afinal, é pacífico e você vai amar a sensação de despreocupação e tranquilidade.
Eu tenho que tomar cuidado.




PS:. A ataraxia é citada no filme Xeque Mate (Com Bruce Willis), para quem já viu, pode ter uma noção.